Gritos e Sussurros

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wquinta-feira, 21 de dezembro de 2006


I LOVE YOU AMERICA!



posted by João Cândido at 12:20


wterça-feira, 19 de dezembro de 2006


Parabéns, Jake, pelas suas 26 deliciosas primaveras!


Obrigado!


posted by João Cândido at 16:43


wsegunda-feira, 18 de dezembro de 2006


Parabéns, Steven, pelos seus 60 anos!
Em sua homenagem, vai aqui um emprovisado Top 10.


1. E.T. – O extraterrestre (1982)
2. Jurassic Park – Parque dos dinossauros (1993)
3. Indiana Jones e o templo da perdição (1984)
4. Encurralado (1971)
5. Munique (2005)
6. Indiana Jones e a última cruzada (1989)
7. Contatos imediatos de terceiro grau (1977)
8. Os caçadores da arca perdida (1981)
9. Tubarão (1975)
10. Prenda-me se for capaz (2002)

Ainda com menção muy honrosa para a criação e produção da série Amazing Stories.

E abrindo caminho para Lincoln!


posted by João Cândido at 15:26


wquinta-feira, 14 de dezembro de 2006


Existem duas listas possíveis de melhores do ano. A primeira é utilizando o critério de filmes que estrearam no Rio de 1º de janeiro a 31 de dezembro. Essa é, obviamente, a lista de indicados ao Monolito de Ouro, que sai em breve.

A outra é usar como critério a janela do filme no Brasil, considerar o filme dentro da primeira oportunidade possível de se assistir. Po exemplo: ainda que Brokeback Mountain tenha estreado em fevereiro desse ano, ele foi visto pela primeira vez no Festival do Rio do ano passado. Idem para Caché. Já Match Point poderia entrar porque a primeira possibilidade de vê-lo no país foi quando entrou em cartaz, também em fevereiro. Isso é bom porque 1) possibilita a inclusão de alguns filmes que possivelmente nunca entrarão em cartaz e 2) elimina filmes que foram visto há mais de ano.

Aqui vai a minha lista de 10 melhores de 2006 usando o segundo critério:


1. Síndromes e um século, Apichatpong Weerasethakul
2. O novo mundo, Terrence Malick
3. Juventude em marcha, Pedro Costa
4. Shortbus, John Cameron Mitchell
5. O plano perfeito, Spike Lee
6. A última noite, Robert Altman
7. Mundo novo, Emanuele Crialese
8. Still Life, Jia Zhang-ke
9. Exiled, Johnny To
10. A dama na água, M. Night Shyamalan

+ o média Impaled, Larry Clark, dentro de Destricted

Certamente a única lista possível de figurar O novo mundo e Mundo novo juntos.

:)


posted by João Cândido at 17:12


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O Filme B se reuniou para escolher os 10 melhores e o pior filme de 2006.

O júri era: Alice Gomes, Denise do Egito, Elisabeth Ribeiro, Fernando Veríssimo, João Cândido Zacharias, Maria Luíza Porto e Pedro Butcher.

O resultado:

1) O plano perfeito, Spike Lee
2) Os infiltrados, Martin Scorsese
3) Volver, Pedro Almodóvar
4) empate: Miami Vice, Michael Mann
oooooooooo 2046, Wong Kar-wai
6) O sabor da melancia, Tsai Ming Liang
7) Ponto final – Match Point, Woody Allen
8) O segredo de Brokeback Mountain, Ang Lee
9) O ano em que meus pais saíram de férias, Cao Hamburger
10) Munique, Steven Spielberg

Pior filme: Um bom ano, Ridley Scott


posted by João Cândido at 17:04


wquarta-feira, 13 de dezembro de 2006


FYC


posted by João Cândido at 23:01


wterça-feira, 28 de novembro de 2006


"That's it!
I have had it with these motherfucking snakes
on this motherfucking plane!"

Times are strange
We got a free upgrade for
snakes on a plane.
Fuck 'em, I don't care.
Pop the cheap champagne,
we're going down in flames, hey.

Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.
Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.
Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.
Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.

So kiss me goodbye.
Honey, I'm gonna make it out alive.
So kiss me goodbye.
I can see the venom in their eyes.
Goodbye.

It's time to fly,
to make the skies align
with the serpentine
lounging in their suits and ties.
Watch the whores parade
for the price of fame, hey.

Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.
Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.
Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.
Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.

So kiss me goodbye.
Honey I'm gonna make it out alive
So kiss me goodbye.
I can see the venom in their eyes

So kiss me goodbye.
Honey, I'm gonna make it out alive
So kiss me goodbye.
I can see the venom in their eyes
Goodbye.

Ladies and gentlemen
These snakes are slitherin'
with dollar signs in they eyes
with tongues so reptilian
This industry's venomous
with cold-blooded sentiment
No need for nervousness
It's just a little turbulence.

So kiss me goodbye.
Honey I'm gonna make it out alive
So kiss me goodbye.
I can see the venom in your eyes

So kiss me goodbye.
Honey, I'm gonna make it out alive
So kiss me goodbye.
I can see the venom in their eyes
Goodbye.

Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.
Oh, I'm ready for it
Come on, bring.
Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.
Oh, I'm ready for it
Come on, bring it.

We seem to be losing altitude
at an alarming pace
Midtown downtown
Snakes on a block
I suggest you grab your ankles
and kiss your ass goodbye.


posted by João Cândido at 00:10


wquinta-feira, 2 de novembro de 2006


Alguma coisa acontece no meu coração!



5 dias
19 filmes
6 obras-primas
2 filmes ruins
1 bienal chata
amigos e felicidade sem fim

1) SÍNDROMES E UM SÉCULO
2) SHORTBUS
3) STILL LIFE (apesar de tudo!)
4) MUNDO NOVO
5) BELLE TOUJOURS

6) EU NÃO QUERO DORMIR SOZINHO
7) SERRAS DA DESORDEM
8) FICA COMIGO
9) TRANSE
10) AS LEIS DE FAMÍLIA

E ainda teve Hamaca paraguaya, Conversas no porto, Acidente, Honor de cavalleria e Fora do jogo.

O filmes ruins foram Notícias do lar/Notícias da casa, em que eu dormi aos 15 minutos; e Electroma, um... am... filme de robô.

De filmes antigos, vi A bela da tarde e a obra-prima Investigação de um cidadão acima de qualquer suspeita.

Os amigos, ah, esses ficam no coração, né?


posted by João Cândido at 16:28


wterça-feira, 24 de outubro de 2006


Eu adoro Chico Buarque
mas não sou surdo
Carioca é bem ruim

Eu detesto Caetano Veloso
mas não sou surdo
Cê é bom pra caralho (ou pau duro?)


posted by João Cândido at 00:23


wquarta-feira, 18 de outubro de 2006


Gente! Saia justa! Esqueci um prêmio. Mas já tá ali embaixo. Podem estar conferindo =)


posted by João Cândido at 14:53


wquinta-feira, 12 de outubro de 2006


PREMIAÇÃO FESTIVAL DO RIO
Júri: Eu! =)

Top 10 melhores:
O CÉU DE SUELY, de Karim Aïnouz
O CROCODILO, de Nanni Moretti
DÁLIA NEGRA, de Brian De Palma
EXILED, de Johnnie To
FIND ME GUILTY, de Sidney Lumet
THE HOST, de Bong Joon-ho
IMPALED, de Larry Clark (em Destricted)
JUVENTUDE EM MARCHA, de Pedro Costa
A ÚLTIMA NOITE, de Robert Altman
VOLVER, de Pedro Almodóvar


Melhor filme:

Juventude em marcha, de Pedro Costa

Grande prêmio do júri:

Impaled, de Larry Clark (em Destricted)

Prêmio do júri:

Dália negra, de Brian De Palma; Find Me Guilty, de Sidney Lumet; e A última noite, de Robert Altman

Melhor direção:

Johnnie To por Exiled

Melhor ator:

Ventura por Juventude em marcha

Melhor atriz:

Hermila Guedes por O céu de Suely

Melhor roteiro:

Volver, de Pedro Almodóvar

Prêmio técnico:

A fotografia digital de Juventude em marcha, por Pedro Costa e Leonardo Simões

Diretora estreante:

Andrea Arnold por Red Road

Bottom 10 piores:
UM CERTO OLHAR, de Marc Evans
GAROTINHO BOBO, de Lionel Baier
O GRITO DAS FORMIGAS, de Mohsen Makhmalbaf
INFÂNCIA ROUBADA, de Gavin Hood
MADEINUSA, de Claudia Llosa
PLACE DES FÊTES, de Oliver Schmitz (em Paris, eu te amo)
3 NEEDLES, de Thom Fitzgerald
WE FUCK ALONE, de Gaspar Noé (em Destricted)
THE WIND THAT SHAKES THE BARLEY, de Ken Loach
XIFÓPAGOS E ROQUEIROS, de Keith Fulton e Louis Pepe
(Atentar para o fato de que não estou incluindo filmes abandonados pela metade)


posted by João Cândido at 01:49


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And last but not least...

Madeinusa - *
Vejamos... Crash asiático (O grito das formigas), Crash africano (Tsotsi) e agora... O CRASH LATINO! Aeeeeeeeeee!!!!!!!

Zidane - Um retrato do século XXI - ***
O filme seria ótimo, realmente incrível, se ficasse limitado a sua proposta que, pensei eu, era seguir Zidane durante os 90 minutos de um jogo de futebol. Mas não, tinha que botar aquelas legendas irritantes, tinha que fazer AQUELE INTERVALO. Mas fora isso, o filme me envolveu totalmente. Futebol em scope! Além do que, o sorriso de Zizou nos momentos finais (o primeiro depois de uma hora e meia de cara fechada) é antológico.

Destricted - *** (média artimética)

Filmes em episódio... mais um... E esse aqui é assumidamente um saco de gatos, posto que tem filmes de 2004, 2005 e 2006 e cada um tem seus créditos separados. Então analisemo-lo como tal.

Hoist (Mathew Barney) - ****
A bizarrice mais bizarra e linda que eu já vi. Indescritível! Um cara transando com um trator, porra!!! E dá tesão!

House Call (Richard Prince) - ***
Simples, cool e simpático. O cara filma um filme pornô antigo pela TV com uma trilha boa. E eu precisaria ver de novo, mas acho realmente que ele se centra no prazer da mulher dentro do filme. Legal!

Impaled (Larry Clark) - *****
Obra-prima de Larry Clark. Documentário média-metragem (38min). Clark bota um anúncio procurando jovens rapazes a fim de treparem com uma atriz pornô. O filme tem três atos. O primeiro é a escolha do rapaz. Larry Clark é o Eduardo Coutinho dos jovens. Todos se desmontam em frente a ele. Eu ficaria muito feliz em assistir ao material bruto disso. Clark acaba escolhendo o mais aparentemente frágil dos candidatos. Segundo ato: a escolha da atriz pornô pelo rapaz. Ele conhece umas seis ou sete e escolhe uma, mais velha (40 anos). E pouco antes ele falara sobre a relação com a mãe... FODA. E finalmente terceiro ato: a trepada. Provavelmente a cena mais antológica desse festival. Obra-prima! Viva Larry Clark!

Sync (Marco Brambilla) - **
Não sei bem o que achar. Filme de menos de dois minutos com colagem aceleradíssima de cenas de sexo. Besteira.

Death Valley (Sam Taylor-Wood) - **
Um cara no meio do deserto pára pra bater umazinha. Seria ótimo, não fosse o fato de o cara não ficar duro por um segundo sequer e fingir muito mal fingido uma gozada no final. Esse é o recado de Taylor-Wood? Não gostei.

Balkan Erotic Epic (Marina Abramovic) - *
Ha ha! Como esse gente gorda e feia é engraçada né? Eles sabem o que é sexo? Ha.

We Fuck Alone (Gaspar Noé) - *
Noé se esforçando bizarramente pra conseguir o troféu de pior diretor da História. Jesus me salve! O cara faz de tudo pra provar a tese do título e não consegue. Gaspar, tuas negas podem foder sozinhas, eu não fodo não.

Mas Destricted valeu a pena. E fica o aviso: se você for ver, saia da sala depois dos três primeiros (ok, dos quatro).

Palácio de verão - ***
Filme interessante politicamente, mas fraco em toda a sua criação visual, tudo com uma carinha de telefime. Mas o terço final é bem forte.

Aì acabou o Festival, certo? Errado! Ainda repesquei um pouco. Ó:

A rainha - ***
Boa surpresa essa. Quem diria que Stephen Frears faria esse filme. Sabe aquela coisa que tenta mostrar o lado humano de uma pessoa pública? Pois é, esse filme é bem isso e com MUITO sucesso. Algumas cenas pra guardar, como a rainha esperando ao lado do carro quebrado ou indo visitar o veado morto. Bela surpresa.

Vagas estrelas da Ursa - ****
Incesto está para Visconti assim como emparedar está para Poe. Maneiro! =)

Quando eu era cantor - ***
Cenas antólogicas as de dança nos clubes ao som de Alain Moreau e sua banda. Depardieu está dos deuses! Ele é um pouco como Denzel: quando está on, está ON! Arrisca cair lá pelo meio (e cair feio), mas se recupera e fecha com um belíssimo número.

Estamos bem mesmo sem você - ***
Filme sobre família desfuncional (será mesmo?) vista pelos olhos do filho mais novo. Forte em alguns momentos, fofo e doce em muitos outros. O ator principal é gênio! E kim Ross-Stuart é gato hehe A aparição fantasmagórica da mãe é uma bela duma cena.

Violência e paixão - *****
Lutando lado a lado com O Leopardo e Morte em Veneza pelo título :)

E ainda teve revisão de Juventude em marcha hoje, no Odeon. Filme perfeito! Amanhã tentarei rever O Leopardo e fechar com chave de ouro.


posted by João Cândido at 01:12


wquarta-feira, 4 de outubro de 2006


Mais! Mais! MAIS!

Infância roubada - *
Cada continente tem seu own private Crash!

A última noite - *****
Um cineasta com 81 anos faz um filme sobre a última transmissão de um programa de rádio de mais de 30 anos. A analogia com um "último filme" ou um "filme de morte" seria óbvia. Mas Altman vai além e faz um verdadeiro filme de morte, sem se precisar de analogias óbvias. E a morte não como fim de tudo, mas como instrumento pra se olhar pro passado e pras pessoas que estiveram ao seu lado com carinho. Eu realmente não duvido que esse seja o último filme dele. É incrível! Kevin Kline é um gênio.

Find Me Guilty - *****
E como é bom ver duas obras-primas seguidas, não é? Eu sabia que na segunda semana as coisas iam esquentar. O cara que praticamente criou os filmes de tribunal consegue agora, mil anos e 100 mil filmes de tribunal depois, fazer uma coisa totalmente nova. E puta que me pariu, nunca na minha vida eu imaginaria que Vin Diesel é o ator que é. Interpretação antológica!

Juventude em marcha - *****...*?
Não me pergunte que filme é esse, ainda não sei. Desde o primeiro segundo do primeiro plano até agora, ainda estou de tal maneira enfeitiçado e abobalhado com o que vi que não consigo dizer nada. Quem é Ventura? Não sei, não tenho idéia. Acho que ainda preciso ver mais umas duas ou três vezes pra pelo menos tentar começar a entender alguma coisa. Sei lá... mágico...

El laberinto del fauno - ***
Um filme com coisas muito, muito boas. Toda a estética é interessante, com a violência sempre em primeiro plano. Mas algo no "mundo da fantasia" deixou a desejar... não me encantou como encantou a menina do filme. Mas tenho a sensação de que pode vir a crescer na revisão.

Paria, eu te amo - ***
Sabe de uma coisa? Filme em episódio é tão irregular! :P
E sabe que esse aqui nem tanto? Vou tentar falar um por um, vejamos se a memória vai ajudar:

Montmartre (Bruno Podalydès) - **
Começo fraco. Aquele boa e velha definição de "filme francês"

Quais de Seine (Gurinder Chada) - ***
Filme bonitinho com protagonista ainda mais bonitinho!

Le Marais (Gus Van Sant) - ****
A proposta inicial era um filme de cinco minutos passado em Paris que contasse um encontro amoroso. É exatamente isso o que Van Sant faz do jeito que só ele sabe fazer. A mensagem, clara, é a boa e velha "o amor é a língua universal". E Elias McConnell e Gaspard Ulliel são talvez o casal mais lindo da história do cinema recente.

Tuileries (Ethan e Joel Coen) - ****
Filme hilário com uma das sacadas mais geniais do cinema dos Coen, aquele livro de turismo. Aposto que a idéia do filme nasceu dele, uma coisa do tipo "e se o guia dissesse pra não encarar as pessoas nos olhos?" hehe Muito engraçado, Coen style.

Loin du 16ème (Walter Salles e Daniela Thomas) - ***
Filme bonitinho. Talvez simples demais. Me deixou querendo saber mais sobre e menina.

Porte de Choisy (Christopher Doyle) - ***
Certamente eu não esperava por esse filme. Uma doideirinha simpática que me lembrou muito o universo de Dumplings.

Bastille (Isabel Coixet) - ***
Essa talvez tenha sido a grande surpresa de Paris, je t'aime. Detesto com todas as forças o Minha vida sem mim, primeiro longa da Isabel. Mas esse aqui é bonito. Pra começar, tem Sergio Castelitto, o que, se não ajudou Giani Amelio, ajudou Coixet. Segundo, é uma história linda! Triste pra caralho, mas sem (quase) nada do niilismo de Minha vida sem mim. Belo plano da amante desmaiando no estacionamento.

Place des Victoires (Nobuhiro Suwa) - ****
Filme basicamente mutcho loco! E triste, triste como Um casal perfeito (mesmo diretor! se liga, né?). Assunto completamente diferente, mas tão forte quanto. E Juliette Binoche tá boazona.

Tour Eiffel (Sylvain Chomet) - **
As bicicletas de Belleville já dava margem a coisas como esse filme, mas aqui ele radicalizou. Talvez o meu ódio pessoal (e de muita gente nesse mundo) a mímicos/sombras tenha ajudado a não gostar do filme. O que quase salva é aquele filho, mas no geral o filme é bem fraco.

Parc Monceau (Alfonso Cuarón) - **
Filme-pegadinha do Mallandro. Daqueles que te faz achar que é uma coisa e no final, tchanam, é totalmente outra. Mas Nick Nolte é sempre legal de ver, né?

Quarties de Enfants Rouges (Olivier Assayas) - ***
Ainda não sei se entendi. Mas é legal.

Place des Fêtes (Oliver Schmitz) - *
Humanista de cu é rola!

Pigalle (Richard LaGravenese) - *
Outro pegadinha do Mallandro, dessa vez piorado.

Quartier de la Madeleine (Vincenzo Natali) - *
Que porra foi essa?! Anjos da noite?

Père-Lachaise (Wes Craven) - ***
Filme bonitinho, podia ter usado melhor o cemitério, mas a mensagem é sempre boa, né?

Faubourg Saint-Denis (Tom Tykwer) - *
Ah cara, sério... um dos criadores do filme-pegadinha... lixo total!!!!!!!!! Mas o ceguinho é gato, recomendo.

Quartier Latin (Gerard Depardieu e Frédéric Auburtin) - *****
A única obra-prima do filme, escrita pela Gena Rowlands e estrelado por ela e pelo Ben Gazarra. Filme lindo, de amor perdido. Mas perdido mesmo?

14th arrondissement (Alexander Payne) - ***
Começa naquele mesmo expediente de Alexander Payne: meio rindo com e da gordinha que vai passar férias em Paris. E é realmente engraçado ouvir o sotaque dela lendo a redação na aula de francês. Fica legal mesmo no final, quando alguma coisa acontece. Alguma coisa que nem eu, nem o Payne e nem a personagem sabemos o que é, mas é uma coisa boa, certamente.

Bom, esse é Paris, eu te amo que, sabe, até consegue uma certa unidade. A idéia de painel realmente se faz valer aqui, eu acho. A sensação é até de que temos o mesmo diretor de fotografia o filme todo, sei lá. O filme é divertido, mesmo quando é ruim.

Sedução da carne - ****
Ah, Visconti, né?

Garotinho bobo - *
Só bobo?

Antonia - ***
Sabe aquele filme cheio de defeitos, mas que são todos perdoados porque ele é cheio da VIDA? Pois então, Antonia é assim. Meus olhos se encheram d'água pelo menos umas duas vezes durante a projeção. E quem diria que Thaíde é bom é ator, hein!

The Host - ****
Um saco de gato de gêneros, com ação, terror, drama e comédia. Mas tudo numa unidade impecável, filmado lindamente, muito bem atuado. Filme de primeira linha, longe de qualquer idéia boba de "trash", por mais que a platéia esperasse por isso. Eu dei uns dois pulos na cadeira. Muito bom!

Um rosto na noite/Noites brancas - *****
:_)

Os deuses malditos - *****
CA-RA-LHO!!!!!! Fiquei passé composé!

Xifópagos e roqueiros - *
Ah gente... sério...

Exiled - *****
Filme enfiado de surpresa e que surpresa!!!!! Mistura linda de Wild Bunch com Balada do pistoleiro, filmando lugares abertos e desertos com uma beleza incrível. Johnnie To fez melhor que Eleição. Caralho... sério... LINDO!!!!!

Red Road - ****
Andre Arnold já me deixou esperando por um bom filme depois de seu curta Wasp e foi o que veio com essa estréia em longa. Talvez desse pra dizer que a mãe daqui é a mesma de Wasp, algum tempo depois. O mesmo universo, mas um tratamento mais sombrio. A personagem principal é incrível e a maneira como Andrea filma as câmeras de vigilância é muito boa. Além da cena de sexo, uma coisa toda louca!

Isabella - *
Furadérrima!

El Topo - ****
Quase que uma preparação pra Montanha sagrada, tem as referências à Bíblia ainda mais escancaradas. Visú foda, mas a projeção em vídeo, a segunda fileira do Unibanco 1 e o horário tardíssimo não ajudaram.

12:08 East of Bucharest - ***
Filme simpático, com alguns momentos muito bons e outro beeeem ruins. A câmera naquele final todo me deixou de saco cheio. Mas o velho Papai Noel é ótimo e os planos finais também.

Dez canoas - ***
Filme bem interessante. Passado em aldeia aborígene na Austrália, falado lá na língua deles e ainda assim incrivelmente fácil de se envolver. A narração em off às vezes é o trunfo (quando é engraçadinha e despojada, mais lembrando um papo de bar do que um conto aborígene) e às vezes é o erro (quando quer dar conta de narrar TUDO, sem deixar muita coisa pra imagem). Ainda bem que esse segundo caso é mais raro no filme.

Os anjos exterminadores - ***
Mistura de sexy time com pornochanchada, tem coisas muito bonitas, em especial a posição do cara frente a tudo. Parecendo passivo de quase todas as situações, ele consegue aquilo que quer, cheio, lotado de perdas no caminho. Mas pô... mulher com mulher é jacaré, né...

Ufa! Escrevi muito, né? Faltam dois dias + repescagem. Hoje vejo Zidane e Fando y Liz e amanhã Destricted e Palácio de verão. Todos com high expectations.


posted by João Cândido at 12:51


wquinta-feira, 28 de setembro de 2006


Carry on...

A múmia azteca contra o robô humano
- ***
Quase tão divertido quanto à Nave dos monstros, mas ainda mais datado. E tem umas pausas dramáticas tão longas. Pena que o público vai preparadíssimo pra rir, já rindo, sei lá, na fila. Gente chata.

A MONTANHA SAGRADA
- *****
Sabe aqueles choques estéticos e emocionais que acontecem de vez em quando e chegam pra abalar, mudando um pouco a visão de cinema e vida da gente? Pois é, o último tinha sido Os canibais, na Mostra, no ano passado. Agora foi The Holly Mountain. Não dá nem pra descrever. Só digo uma coisa: "This is not reality. This is a film. Camera, go back... Now, we must break into reality". AHHHHHHH!!!!!! Chorei muito!

Caindo de amor - ***
Começa parecendo mais um filme de lésbicas se apaixonando, mas aos poucos vai ganhando um peso estranho e quando ele termina, você fica bem down. Ninguém morre nem nada assim, mas o filme envolve de uma maneira que você fica pra baixo junto com as duas meninas. É chato e bobo falar de cinemas nacionais, mas fato é que os filmes romenos que eu vi recentemente são todos bem bons, desde a maravilha do Sr. Lazarescu até o bonitinho Como eu festejei o fim do mundo, apesar desse não ser nenhum destaque na vida. E domingo verei mais um, 12:08 Eats of Bucharest, câmera de ouro em Cannes.

A estrela que não é - **
Filme chaaaaaaato a dar com o pau!!!

Irmão padre, irmã puta - ***
É bom, bem menos heavy do que eu pensei. E nem acho moralista não. Acho justo. Mas não precisava morrer todo mundo no final né? Esses nórdicos adoram isso...

O tempo congelou
Abandonado depois de meia hora. Isso porque eu fui bonzinho.

Meu pai contra o terrorismo - ***
Todo feito com narração em off e cenas de noticiários e de fotos antigas, conta a história da filha de um juíz francês que lutou pra prender os responsáveis contra ataques terroristas em Paris em 1985 e 86. A história é triste pra caralho! O cara vivia ameaçado de morte, depois foi acusado de ser joguete nas mãos de politicagem, depois foi processado por um árabe que ele mesmo tinha prendido e aí, deprimido da porra com toda a razão, deu um tiro nos córneos. Isso tudo narrado pela própria filha do cara, que resolveu escrever um livro e falar sobre isso depois do 11 de setembro. Pesado!

Um casal perfeito - ****
Por falar em filme pesado... mais um dessa safra recente de histórias sobre fim de relações. Primeiro foi 5x2, depois Separados pelo casamento e agora esse. Por também ser passado na França e estrelado pela mesma atriz, a comparação com 5x2 é bem óbvia. Mas tudo o que o filme do Ozon tinha de up lifting (?!) e de "terminou, mas olha aqui: houve bons momentos", esse aqui deixa de lado. É uma hora e 40 minutos de fundo de poço do casamento. E consegue uma profundidade (especialmente com ela) que é meio arrasador. Além do que, é visualmente lindo, com um jogo de luz o tempo todo iluminando ou apagando os espaços. E ela é a melhor atriz do mundo!!!!!

Por hoje é só pe-pe-ssoal. A noite parece promissora: Altman e Lumet! =)


posted by João Cândido at 15:24


wsegunda-feira, 25 de setembro de 2006


Primeiro final de semana de Festival passou. Nenhuma grande surpresa. Os filmes:

Sexta-feira ou um dia qualquer
Primeiro filme visto, primeiro filmes abandonado. Aos 40 minutos.

A Scanner Darkly - **
Tenho sérios problemas em tentar decifrar o porquê de ser uma animação e não um filme com atores, live action. Se com Waking Life eu não posso imaginar outro filme, nesse aqui, ficava cada vez mais desejando ver gente de carne e osso.

Man Push Cart - ***
Bom filme. Um ótimo ator. Mas alguns problemas de melodrama muito mal resolvidos, como a esposa morta, o roubo do carrinho, o "amigo" paquistanês...

Os 12 trabalhos - **
Tudo parece narrativamente correto e interessante. Mas não sei qualé a do filme. Me parece mais uma colagem de "problemas sociais" do que um filme com propósito.

O grito das formigas - *
Uma coisa execrável. Crash iraniano.

A comédia do poder
- ****
Puta filme, que ficou melhor ainda revisto e no cinema. Isabelle Huppert ainda consegue se reinventar. Talvez o filme mais bem resolvido dessa nova fase (já não tão nova) de Chabrol.

Meus 15 anos - ***
Filme com probleminhas sérios, mas é irresistível a construção da "comunidade de excluídos" que vai se dando aos poucos. Assim como é interessante a quebra sucessiva de estereótipos: o bad boy, a grávida adolescente e mesmo quem será a protagonista.

Homem-filme
**
O filme é bom, eu vejo isso. Mas precisava ser tão enfadonho?

A nave dos monstros - ***
Primeiro sci-fi mex do Festival e já começou bem. Fora toda a comicidade vinda da tosqueira, o filme é bem interessante. E é legal ver como, ainda que seja um sci-fi, o melodrama está lá. Afinal de contas, com indas e vindas, o filme é mesmo uma busca pelo sentido do amor. E é musical!

O Festival continua daqui a pouco. Deveria ter visto Bamako, mas o trabalho impediu. Verei portanto A múmia azteca contra o robô humano e La montaña sagrada.


posted by João Cândido at 20:12


wsegunda-feira, 18 de setembro de 2006


Tá, começou!

PANORAMA
***** Volver
**** A comédia do poder
**** O Crocodilo
*** Luzes na escuridão
** Gabrielle
* The Wind That Shakes the Barley

EXPECTATIVA
*** Como festejei o fim do mundo

MIDNIGHT
** TV Junkie

GAY
*** As filhas da Chiquita

FOCO CANADÁ
** Um certo olhar
* 3 Needles

VISCONTI
***** O leopardo
***** Morte em Veneza
**** Belíssima

PREMIÈRE BRASIL
**** Atos dos homens
**** O céu de Suely


posted by João Cândido at 17:06


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TOP 16 ALMODÓVAR
(ou top 16 todos os longas incluindo Volver)




01) Volver (2006)
02) Má educação (2004)
03) Carne trêmula (1997)
04) Fale com ela (2002)
05) Tudo sobre minha mãe (1999)
06) De salto alto (1991)
07) A flor do meu segredo (1995)
08) Kika (1993)
09) Mulheres à beira de um ataque de nervos (1988)
10) Que fiz eu para merecer isto? (1984)
11) Ata-me! (1990)
12) Labirinto de paixões (1982)
13) Matador (1986)
14) A lei do desejo (1987)
15) Maus hábitos (1983)
16) Pepi, Luci, Bom e outras chicas de montão (1980)


posted by João Cândido at 15:06


wquarta-feira, 13 de setembro de 2006


Próxima parada:



Com:
-Andrea Arnold
-Jean-Claude Brisseau
-Bong Joon-Ho
-Ivan Cardoso
-Alejandro Jodorowsky
-Larry Clark
-Mathew Barney
-Jafar Panahi
-Almodóvar
-De Palma
-Chabrol
-Altman
-Lumet
-Richard Linklater
-Nanni Moretti
-Sydney Pollack
-Pedro Costa
-Aki Kaurismaki
-Sofia Coppola
-Guillermo Del Toro
-Gus Van Sant
-Wes Craven
-Walter Salles
-Godard
-Emanuele Crialesi
-Mohsen Makhmalbaf
-Gianni Amelio
-Scorsese
-Kiko Goifman
-Cao Hamburger
-Tata Amaral
-Jorge Duran
-Karim Aïnouz

e mais que tudo e acima de tudo

VISCONTI!!!!


posted by João Cândido at 23:32


wsábado, 9 de setembro de 2006


TOP 15 ALMODÓVAR
(ou top 15 todos os longas exceto Volver)




01) Má educação (2004)
02) Carne trêmula (1997)
03) Fale com ela (2002)
04) Tudo sobre minha mãe (1999)
05) De salto alto (1991)
06) A flor do meu segredo (1995)
07) Kika (1993)
08) Mulheres à beira de um ataque de nervos (1988)
09) Que fiz eu para merecer isto? (1984)
10) Ata-me! (1990)
11) Labirinto de paixões (1982)
12) Matador (1986)
13) A lei do desejo (1987)
14) Maus hábitos (1983)
15) Pepi, Luci, Bom e outras chicas de montão (1980)


posted by João Cândido at 04:22


wquinta-feira, 3 de agosto de 2006


Um bom Ozu!



01) Une robe d'été (1996) curta
02) O amor em 5 tempos (2004)
03) Gotas d'água em pedras escaldantes (2000)
04) O tempo que resta (2005)
05) Swimming Pool (2003)
06) La petite mort (1995) curta
07) 8 mulheres (2002)
08) Action vérité (1994) curta

---(linha que separa filme bom de filme ruim)---

09) Scènes de lit (1998) curta
10) X 2000 (1998) curta
11) Sob a areia (2000)
12) Sitcom (1998)
13) Os amantes criminais (1999)


posted by João Cândido at 19:02


wsegunda-feira, 10 de julho de 2006


Copa do Mundo 2006 - A Seleção de Gatos
12 reservas, 11 titulares e 1 técnico

RESERVAS:

23) Robert Kovac, da Croácia
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22) Pablo Aimar, da Argentina
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21) Petr Cech, da República Tcheca
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20) Nuno Gomes, de Portugal
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19) Alberto Gilardino, da Itália
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18) Diego Benaglio, da Suíça
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17) Andréa Pirlo, da Itália
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16) Niko Kranjcar, da Croácia
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15) Daniele De Rossi, da Itália
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14) Xavier Margairaz, da Suíça
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13) Didier Drogba, da Costa do Marfim
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12) Mark Kewell, da Austrália
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TITULARES

11) Fabio Grosso, da Itália
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10) Hugo Viana, de Portugal
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9) Francesco Totti, da Itália
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8) Cristiano Ronaldo, de Portugal
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7) Andréa Barzagli, da Itália
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6) Robin Van Persie, da Holanda
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5) Dario Simic, da Croácia
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4) Luca Toni, da Itália
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3) Lucas Neill, da Austrália
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2) Sebastian Kehl, da Alemanha
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E o mais bonito da Copa 2006 é...

1) DA ITÁLIA...
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E essa deliciosa seleção não poderia ser treinada por ninguém mais, ninguém menos que Jürgen Klinsmann, da Alemanha
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Pra surpresa de ninguém, a ITÁLIA foi a seleção com mais jogadores na seleção de gatos, oito no total (cinco titulares, três reservas). Láááá longe ficou Portugal com três gatos (dois titulares e um reserva). Isso NÃO quer dizer q o Brasil estaria por aqui caso tivesse sido campeão. NÃO MESMO!!!!!

Essa foi uma boa Copa... uma boa Copa...


posted by João Cândido at 17:32


wsábado, 24 de junho de 2006




posted by João Cândido at 01:03


wterça-feira, 20 de junho de 2006


Desculpaê o sumiço, mas depois de O novo mundo, nada melhor que um belo silêncio, né mermo? Nada de novo por enquanto, mas três promessas pra breve:
-Quem é Quem no ar! (21/06) Assim que entrar, posto aqui o link.
-"go or go ahead", vídeo novo, já já rolando por aí.
-E o melhor de tudo: COPA 2006 - SELEÇÃO DE GATOS, com direito a banco de reserva e tudo. Pra não deixar injustiça no ar, tô olhando jogador por jogador de cada seleção.

Aguardemmmm!



posted by João Cândido at 01:04


wterça-feira, 2 de maio de 2006


Kubrick e Apichatpong casaram. Eles tiveram um filho.

:_)


posted by João Cândido at 15:57


wquinta-feira, 20 de abril de 2006


Comentários sobre...


1) Os júris

O da competição oficial tá um samba do criolo doido, mas um samba legal.
PRESIDENTE: Wong Kar Wai
JÚRI: Monica Bellucci, Helena Bonham Carter, Lucrecia Martel, Zhang Ziyi, Samuel L. Jackson, Patrice Leconte, Tim Roth e Elia Suleiman.
Não tem ninguém que eu odeie e tem várias pessoas que eu gosto muito (Wong Kar Wai, Lucrecia, Helena, Samuel L. Jackson, Elia Suleiman...). Mas júri, sabe como é né? Galera se reune e tem os piores gostos possíveis. Alow, Tarantino premiando Michael Moore? Alow Hou Hsiao-Hsien premiando Contra Todos?

O da Cinéfondation/curtas tá bem caidinho.
PRESIDENTE: Andreï Konchalovsky (quem!?)
JÚRI: Sandrine Bonnaire, Daniel Brühl, Souleymane Cisse e Zbigniew Preisner.
Alguns Sasquatchs e... Daniel Brühl!?!?! Ok... Mas Preisner é legal :))

Mont Hellman presidindo o júri do Sertão Regado. Ok, não conheço :/
Irmãos Dardenne presidindo a Câmera de Ouro. Ok, NOW WE'RE TALKING!!! :))))))
(os restos desses dois júris não foram anunciados)

2) A competição oficial

FILME DE ABERTURA: Ron Howard THE DA VINCI CODE, fora de competição
Pedro Almodóvar VOLVER
Andrea Arnold RED ROAD
Lucas Belvaux LA RAISON DU PLUS FAIBLE
Rachid Bouchareb INDIGÈNES
Nuri Bilge Ceylan IKLIMLER (Les Climats)
Sofia Coppola MARIE-ANTOINETTE
Pedro Costa JUVENTUDE EM MARCHA
Guillermo Del Toro EL LABERINTO DEL FAUNO (Le Labyrinthe de Pan)
Bruno Dumont FLANDRES
Nicole Garcia SELON CHARLIE
Xavier Giannoli QUAND J'ÉTAIS CHANTEUR
Alejandro González Iñarritu BABEL
Aki Kaurismäki LAITAKAUPUNGIN VALOT (Les Lumières du faubourg)
Richard Kelly SOUTHLAND TALES
Richard Linklater FAST FOOD NATION
Ken Loach THE WIND THAT SHAKES THE BARLEY (Le Vent se lève)
Lou Ye SUMMER PALACE (Palais d'été)
Nanni Moretti IL CAIMANO
Paolo Sorrentino L'AMICO DI FAMIGLIA (L'Ami de la famille)
FILME DE ENCERRAMENTO: Tony Gatlif TRANSYLVANIA, fora de competição

Como já deu pra imaginar, em negrito são os filmes que me despertam curiosidade. Vejamo-los:
-Volver, Maria Antonieta, Les lumières du faubourg, Fast food nation e Transylvania são de diretores que eu admiro/gosto muito e fico já de antemão curioso pra ver um filme que provavelmente vou gostar. Em especial Volver e Maria Antonieta, que tem trailers ultra-charmosos.
-La raison du plus faible, O labirinto de Pan, Il caimano, são de diretores que eu conheço pouco, mal conheço, mas que me despertam certa curiosidade. Ou seja, os três podem ser bem ruins, eu sei. Mas tenho vontade de ver.
-Red road é aquela coisa meio no escuro. É o primeiro longa da diretora de Wasp, melhor curta em Cannes e no Oscar há dois anos. Eu acho esse filme FODA!!! Então é natural que a estréia da meninete em longa me deixe curioso.

Os outros filmes não-em negrito não quer dizer que eu não quero ver, claro.

3) Um Sertão Regado

Seleção bem bizarra com MUITA estréia.
FILME DE ABERTURA: vários PARIS JE T'AIME
Rabah Ameus-Zaïmeche BLED NUMBER ONE
Marco Bellocchio IL REGISTA DI MATRIMONI (Le Metteur en scène de mariages)
Israel Adrian Caetano CRONICA DE UNA FUGA (Chronique d'une fuite)
Rolf de Heer TEN CANOES
Denis Dercourt LA TOURNEUSE DE PAGES
Paz Encina HAMACA PARAGUAYA
Stefan FALDBAKKEN URO
Jacques Fieschi LA CALIFORNIE
Paul Goldman SUBURBAN MAYHEM (Le Feu sous la peau)
Patrick Grandperret MEURTRIÈRES
Slawomir Fabiki Z ODZYSKU
Manuel Huerga SALVADOR PUIG ANTICH
Nikolay Khomeriki 977
Richard Linklater A SCANNER DARKLY
Catalin Mitulescu CUM MI-AM PETRECUT SFARSITUL LUMII (Comment j'ai fêté la fin du monde)
Garin Nugroho SERAMBI
György Pálfi TAXIDERMIE
Oxide Pang Chun, Danny Pang GWAI WIK
Djamshed Usmonov BIHISHT FAQAT BAROI MURDAGON (Pour aller au ciel il faut mourir)
Francisco Vargas EL VIOLIN (Le Violon)
Kristijonas Vildziunas YOU AM I (Toi être moi)
Wang Chao LUXURY CAR (Voiture de luxe)
Yoon Jong-bin THE UNFORGIVEN

Caraca! Foda, não conheço quase ninguém. Ou seja, mais espaço para boas surpresas surgirem.

4) Os filmes fora de competição

Agora sim a coisa vai esquentar!!!

Paul Greengrass UNITED 93 (Vol 93)
Brett Ratner X-MEN: THE LAST STAND
Tim Johnson, Karey Kirkpatrick OVER THE HEDGE (Nos voisins les hommes)
John Cameron Mitchell SHORTBUS
Su Chao Pin GUISI (Soie/Silk)
Johnnie To ELECTION 2
Mimo Calopresti VOLEVO SOLO VIVERE
Bill Couturie BOFFO: TINSELTOWN'S BOMBS AND BLOCKBUSTERS (Boffo! Les Revers et réussites d'Hollywood)
Benoît Delépine AVIDA
Davis Guggenheim AN INCONVENIENT TRUTH
Adam Guzinski CHLOPIEC NA GALPOPUJACYM KONIU (The boy on a galloping horse)
Jean-Henri Meunier ICI NAJAC, À VOUS LA TERRE
Phillipe Parreno, Douglas Gordon ZIDANE, UN PORTRAIT DU 21E SIÈCLE
Sydney Pollack SKETCHES OF FRANK GEHRY
Tahani Rached EL-BANATE DOL (Ces filles-là/These Girls)
Abderrahmane Sissako BAMAKO

Aqui tem a coisa que mais me anima nessa seleção toda, que há alguns posts eu disse que seria o filme-chave de 2006, Shortbus, novo do JC Mitchell. Taí, mantenho meu pensamento.

5) Os curtas

Em competição:
Pablo AgueroO PRIMERA NIEVE (Première neige)
Belma Bas POYRAZ
Claude Barras, Cédric LOUIS BANQUISE
Robin Kleinsmidt ONGERIEWE
Florence Miailhe CONTE DE QUARTIER
Parker Osbert FILM NOIR
Bobbie Peers SNIFFER
Denie Pentecost SEXY THING (Chose sexy)
Jane Shearer NATURE'S WAY
Eduardo Valente O MONSTRO (Le Monstre)

Curta do Eduardo, que eu gosto bastante. Fiquei muito, muito feliz com essa inclusão, claro! É bom ver alguém como ele tomando ares de "queridinho" de Cannes.

Fora de competição:
THE WATER DIARY de Jane CAMPION
LES SIGNES de Eugène GREEN
STANLEY'S GIRLFRIEND de Monte HELLMAN
SIDA de Gaspar NOE
UN LEVER DE RIDEAU de François OZON

6) Quem não entrou

Na listinha de curtas, não entrou O diário aberto de R. :_(

Na listinha de longas...
...os "que pena :("
Belle toujours, Manoel de Oliveira (não ficou pronto)
The Black Dhalia, Brian De Palma (não ficou pronto)
The Departed, Martin Scorsese
Flags of Our Fathers, Clint Eastwood
Inland Empire, David Lynch (não ficou pronto)
Lady in The Water, M. Night Shyamalan
Nacido y criado, Pablo Trapero
Rifa-me, Karim Ainouz (não ficou pronto)
Scoop, Woody Allen (não ficou pronto)
Still Life, Jia Zhang-Ke
Voyage en Arménie, Robert Guediguian
Youth Without Youth, Francis Ford Coppola
Zwartboek, Paul Verhoeven

...os "we're better off!"
Breaking and Entering, Anthony Minghella
The Fountain, Darren Aronofsky
The Good German, Steven Soderbergh
The Queen, Stephen Frears (não ficou pronto)

...o "não podia care less"
Hana, Hirokazu Kore-eda

Et c'est ça! Bom festival pra galera que vai lá curtir. A gente fica aqui seguindo de longe e esperando o Festival do Rio ou os filmes entrarem em cartaz.

:) exciting!


posted by João Cândido at 16:13


wterça-feira, 11 de abril de 2006


Ó mundo cruel!

Não dá pra mais pra amar esse mundo. Eu juro que até outro dia eu amava a vida e os seres humanos. Mas não dá mais.

Não num mundo onde Austin Scarlett é eliminado. Não, não.


posted by João Cândido at 12:47


wsegunda-feira, 10 de abril de 2006


Querida Porco,
essas poucas palavras foram pra você!


posted by João Cândido at 17:23


wquarta-feira, 22 de março de 2006


De uma matéria da Reuters:

"(...)'Shortbus', o primeiro filme de John Cameron Mitchell depois de sua aclamada estréia com 'Hedwig - Rock, amor e traição', também cai nessa categoria (a de filmes que devem ir pra Cannes, mas sem mostra definida por enquanto). Passado numa Nova York contemporânea, o filme explora os relacionamentos a partir de conceitos de gênero, sexualidade, arte e música. (...)"

Que Dama na água que nada! Que Flags of our fathers que nada! Que Departed que nada! Que Dália negra que nada! Que Inland empire que nada!

O filme-chave de 2006 é SHORTBUS.


posted by João Cândido at 17:26


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O que é, o que é?

O que Paul Haggis e Heitor Dhalia têm em comum?

Os títulos dos novos filmes dos dois poderiam muito bem ser os títulos dos seus últimos filmes!!

Crash --> Death and dishonor
Nina --> O cheiro do ralo

Ahá!


posted by João Cândido at 16:55


wsegunda-feira, 6 de março de 2006


Breaking no ground
Why 'Crash' won, why 'Brokeback' lost and how the academy chose to play it safe.
By Kenneth Turan, Times Staff Writer
March 5, 2006

Sometimes you win by losing, and nothing has proved what a powerful, taboo-breaking, necessary film "Brokeback Mountain" was more than its loss Sunday night to "Crash" in the Oscar best picture category.

Despite all the magazine covers it graced, despite all the red-state theaters it made good money in, despite (or maybe because of) all the jokes late-night talk show hosts made about it, you could not take the pulse of the industry without realizing that this film made a number of people distinctly uncomfortable.

More than any other of the nominated films, "Brokeback Mountain" was the one people told me they really didn't feel like seeing, didn't really get, didn't understand the fuss over. Did I really like it, they wanted to know. Yes, I really did.

In the privacy of the voting booth, as many political candidates who've led in polls only to lose elections have found out, people are free to act out the unspoken fears and unconscious prejudices that they would never breathe to another soul, or, likely, acknowledge to themselves. And at least this year, that acting out doomed "Brokeback Mountain."

For Hollywood, as a whole laundry list of people announced from the podium Sunday night and a lengthy montage of clips tried to emphasize, is a liberal place, a place that prides itself on its progressive agenda. If this were a year when voters had no other palatable options, they might have taken a deep breath and voted for "Brokeback." This year, however, "Crash" was poised to be the spoiler.

I do not for one minute question the sincerity and integrity of the people who made "Crash," and I do not question their commitment to wanting a more equal society. But I do question the film they've made. It may be true, as producer Cathy Schulman said in accepting the Oscar for best picture, that this was "one of the most breathtaking and stunning maverick years in American history," but "Crash" is not an example of that.

I don't care how much trouble "Crash" had getting financing or getting people on board, the reality of this film, the reason it won the best picture Oscar, is that it is, at its core, a standard Hollywood movie, as manipulative and unrealistic as the day is long. And something more.

For "Crash's" biggest asset is its ability to give people a carload of those standard Hollywood satisfactions but make them think they are seeing something groundbreaking and daring. It is, in some ways, a feel-good film about racism, a film you could see and feel like a better person, a film that could make you believe that you had done your moral duty and examined your soul when in fact you were just getting your buttons pushed and your preconceptions reconfirmed.

So for people who were discomfited by "Brokeback Mountain" but wanted to be able to look themselves in the mirror and feel like they were good, productive liberals, "Crash" provided the perfect safe harbor. They could vote for it in good conscience, vote for it and feel they had made a progressive move, vote for it and not feel that there was any stain on their liberal credentials for shunning what "Brokeback" had to offer. And that's exactly what they did.

"Brokeback," it is worth noting, was in some ways the tamest of the discomforting films available to Oscar voters in various categories. Steven Spielberg's "Munich"; the Palestinian Territories' "Paradise Now," one of the best foreign language nominees; and the documentary nominee "Darwin's Nightmare" offered scenarios that truly shook up people's normal ways of seeing the world. None of them won a thing.

Hollywood, of course, is under no obligation to be a progressive force in the world. It is in the business of entertainment, in the business of making the most dollars it can. Yes, on Oscar night, it likes to pat itself on the back for the good it does in the world, but as Sunday night's ceremony proved, it is easier to congratulate yourself for a job well done in the past than actually do that job in the present.


posted by João Cândido at 18:19


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Gaybashing at the Oscars
By Gabe

Whatever the pundits say about last night's Academy Awards, do NOT, for a SECOND, believe that Crash won Best Film because it was actually best. Last night wasn't about the films (or their quality) at all. What happened last night was a lesson in homophobia, plain and simple.

Here's the facts: Brokeback Mountain has won more awards than any film since Schindler's List in 1993, including 98% of the Best Film awards since last fall. Its loss is unprecedented in Oscar history.

Here's another fact: Somewhere around Christmas, Brokeback moved beyond being a mere film...it became a cultural touchstone, a nationwide water cooler topic, a social event that overtook the media and politicized the struggle for gay equality in a new way. Like The Passion of the Christ in 2004, Brokeback was no longer simply a movie...it was a cultural phenomenon.

Except for one thing: Passion was about Jesus, and Brokeback was about faggots.

And most Americans, including those in Hollywood, do not like faggots. Sure, they pretend to like us -- I even have a few straight friends who have joined in the struggle for gay equality -- but by and large, most heterosexuals are homophobic. Insidiously so...this isn't Fred Phelps or Rick Santorum, who are blatant and obvious. This is about smiling to our faces on the street, and privately wishing we'd just go away, thinking we're too sex-obsessed, and worrying about having their children around us. (This is similar to the way white people talk about blacks when there aren't any blacks around. And don't pretend you don't know what I'm talking about.)

In January, the backlash started. Internet jokes about gay cowboys. Insulting, homophobic crap like Brokeback to the Future and Brokeback Bunnies. Off-color remarks on Leno, Letterman, and SNL. Even Brokeback's stars started to make fun of the film, with Heath Ledger unforgiveably acting like a swishy queen when he presented an award at the Golden Globes. Suddenly, it was acceptable for straight people to laugh at gays, because Brokeback's cowboys were just so damn ridiculous. And we homos -- desperately seeking validation -- laughed along with the straights, to show that we could "take a joke" (as a co-worker told me, after I said his cornholing cowpoke joke wasn't funny). It was the giggly, insecure humor of 14-year-old boys who can't deal with sex...but America is hardly a bastion of maturity these days.

At the same time, "The Year of the Queer" started gaining media traction. Brokeback, Capote, Transamerica....the gays are taking over Hollywood! (Three measly films...Jesus muthafucking Christ, people.) Suddenly the press was no longer reporting Brokeback's record-setting screen averages; the stories complained that the film hadn't made $100 million domestic, which meant, of course, that the $80 million it had made was a dismal failure.

By early February, the quiet, underground bitching had become the background chatter of Hollywood. Gene Shalit called Jack Twist a "sexual predator." (Chris Matthews and Richard Roeper started trashing the film from Washington and Chicago, too.)

And then Crash won Best Ensemble at the Screen Actors Guild Awards.

Crash was a good film, full of the easy polemics that pass for progressivism in Hollywood. Supporters were emboldened to offer Haggis' ensemble drama as an alternative to the gay cowboys, and the media, hoping for a horse race, began to cover it as such.

For Oscar voters, it was all too easy to check off Crash on the secret ballot...to allow discomfort with gays and irritations with all of Brokeback's acclaim to take over. Plus, no one would ever know they were homophobes, because it was PRIVATE.

But Brokeback is no longer merely a film, it is the clarion call for equality for a generation. Its loss isn't just a stupid trophy; it will be rightly seen as a victory for the anti-gay religious right, who has been waging a war against it in the media. I'm sure that James Dobson is dancing in the streets.

I am appalled that Hollywood succumbed. I shouldn't be surprised, but I am. I believed that, despite its subject matter, the quality of Ang Lee's film would carry the day. I believed that straight people could, for once, look past our sexuality and see the humanity in our experience. I believed that this was a watershed moment in our popular culture, a chance to talk about something serious in mass-media art.

I was wrong. The world hasn't changed, and queers are still disgusting perverts that straights wish would disappear. Homophobia is alive and well. And if anyone tells you that Hollywood is liberal? Tell them how completely fucked-up and wrong they are.

And if you disagree with me? Fine. Enjoy your fantasy.


posted by João Cândido at 18:16


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:_(

me = saddest person alive


posted by João Cândido at 01:34


wdomingo, 5 de março de 2006


Faltando pouco mais de duas horas pro tapete vermelho começar, pouco mais de três pros prêmios em si, queria dizer mais uma coisinha ou outra. Primeiro, o quanto a Academia não se apaixonou verdadeiramente por nenhum filme esse ano. Digo, todos tiveram indicações só até onde se imaginava. Mesmo Brokeback não foi indicado a edição nem direção de arte ou, como eu sonhei caso o amor fosse grande, nem Anne Hathaway. O que eu quero dizer com se apaixonar de verdade é algo como Clint Eastwood indicado a melhor ator ou Alan Alda melhor coadjuvante por Aviador ou John C. Reily melhor coadjuvante por Chicago. Eu imaginei, sinceramente, que, caso a Academia se apaixonasse mesmo por, digamos, Boa noite, e boa sorte., talvez Frank Langella pudesse ser indicado. Ou, por exemplo, com Crash, mais gente do elenco poderia ser indicada. Mesmo Capote, que se saiu bem, poderia ter sido indicado a ator coadjuvante ou figurino. Não foi. Bom, só uma lembrança. O que justifica um pouco minhas previsões (e previsões gerais) de os prêmios serem bem divididos.

Outra coisa é Robert Altman. Primeiro Oscar que me deixa ansioso pelo prêmio de carreira. Vai ser bem emocionante, eu acho. Ainda mais com filme pronto há pouco, Lily Tomlin vai estar lá e tal. Pedro acha que talvez eles façam uma coisa "big cast", como nos filmes dele, pra entregar o prêmio. Seria bem bonito. E Altman é uma coisa fofa, né? Estou bem ansioso.

Bom Oscar pra vocês!


posted by João Cândido at 18:23


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Aproveito pra postar minhas apostas finais, levemente mudadas.

Melhor filme
O segredo de Brokeback Mountain

Melhor direção
Ang Lee por O segredo de Brokeback Mountain

Melhor ator
Phillip Seymour Hoffman por Capote

Melhor atriz
Reese Witherspoon por Johnny e June

Melhor ator coadjuvante
Jake Gyllenhaal por O segredo de Brokeback Mountain

Melhor atriz coadjuvante
Rachel Weisz por O jardineiro fiel

Melhor roteiro original
Paul Haggis e Bobby Moresco por Crash - no limite

Melhor roteiro adaptado
Larry McMurtry e Diana Ossana por O segredo de Brokeback Mountain

Melhor filme estrangeiro
Tsotsi, da África do Sul

Melhor filme de animação
Wallace e Gromit - A batalha dos vegetais

Melhor documentário
O pesadelo de Darwin

Melhor trilha sonora
John Williams por Memórias de uma gueixa

Melhor canção
Travelin' thru, de Transamerica

Melhor fotografia
O segredo de Brokeback Mountain

Melhor direção de arte
Memórias de uma gueixa

Melhor figurino
Memórias de uma gueixa

Melhor edição
Crash - no limite

Melhor maquiagem
Star wars: Episódio III - A vingança do Sith

Melhor edição de som
King Kong

Melhor mixagem
Johnny e June

Melhores efeitos visuais
King Kong

Melhor curta live action
Ausreisser (The Runaway)

Melhor curta documentário
A note of triumph: The golden age of Norman Corwin

Melhor curta de animação

The moon and the son: An imagined conversation


posted by João Cândido at 04:57


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OSCAR PARTE II: Os filmes!

Peguei a lista de indicados ao Oscar e listei os filmes. Como todo mundo sabe, claro, deu um total de 40 títulos de longa-metragem (estrangeiros e documentários incluídos). Separei-os em quatro categorias. Foram então nove filmes não lançados no Brasil (que eu não vi), quatro filmes lançados, mas que eu não vi, nove filmes ruins que eu vi e 18 filmes bons que eu vi. Às listas, então:


II.1) FILMES NÃO LANÇADOS E NÃO VISTOS

Foram só nove de 40 filmes indicados aqueles que não saíram aqui ou que eu não vi. Essa ressalva é porque tem um ou outro que ainda não passou, mas que eu já dei um jeito de ver, como, por exemplo, Street fight. Os filmes que ainda não saíram daqui, em ordem de expectativa da minha parte são:

O NOVO MUNDO, Terrence Malick
Um dos filmes que, há um ano, era favorito pra várias indicações e acabou ganhando só umazinha, fotografia. Malick contando todos os babados de Pocahontas é material pra MUITA expectativa. Tem distribuição aqui e tá programado, por enquanto, pra abril. Obs: não vai ganhar.

A LULA E A BALEIA, Noah Baumbach
Escrito e dirigido por um dos roteiristas de A vida marinha com Steve Zissou, com Laura Linney, Jeff Daniels e Ashton Holmes (o gatinho de Marcas da violência). Já dá pra criar um expectativa, né? Ia estrear em janeiro, mas sumiu do mapa. Obs: não vai vanhar.

O PESADELO DE DARWIN, Hubert Sauper
Hum, documentário sobre a globalização? Sei não... mas ouvi falar bem. Não ouvi falar sobre ter sido comprado nem nada. Obs: só eu, louco, acho que tem chance contra os pingüins.

ENRON - THE SMARTEST GUYS IN THE ROOM, Alex Gibney
Oh, as grandes companhias! Que medo delas! Mas, sei lá, pode ser legal. Comprado, marcado pra abril, se não me engano. Obs: não vai vanhar.

TSOTSI, Gavin Hood
O CDD africano?! Pode ser. Se for, tá bom. Mas vamos ver... Obs: Acho que leva.

LA BESTIA NEL CUORE, Cristina Comencini
Blá blá blá. O nível de interesse tá baixando. Obs: não vai vanhar.

TRANSAMERICA, Duncan Tucker
Wow! Desperate housewife fazendo o papel que deveria ter sido de um homem? Ok, expectativa no pé. Obs: não vai vanhar.

MURDERBALL, Henry Alex Rubin e Dana Adam Shapiro
Haha! Aham, tô louco pra ver um documentário sobre um time de basquete de paraplégicos. Obs: não vai vanhar.

FELIZ NATAL, Christian Carion
Filme francês sobre a primeira guerra, ai parem já com isso!! Como se Eterno amor não tivesse sido o fundo do poço. Obs: não vai vanhar.


II.2) FILMES LANÇADOS MAS QUE EU DEIXEI PASSAR

Foram só quatro, quatrinho! Sendo que um deles ainda dá tempo, dois eu deixei passar por livre e espontânea vontade e o outro, bom, o outro eu quero que saia logo no DVD!!!!!

UMA MULHER CONTRA HITLER, Marc Rothemund
É o que ainda dá pra ver. Mas, sinceramente, se não vir agora no pré-Oscar, não vejo nunca. Filme com Hitler no título!? Talvez possa ganhar, mas SÓ por isso!!

A LUTA PELA ESPERANÇA, Ron Howard
Por Deus!! Espero nunca mais ver um filme dessa pessoa! A única coisa que ele fez bem se chama Bryce que, por sinal, só foi dirigida pelo pai quando era bebê e não tinha consciência pra distinguir o certo do errado. Mas, sobre o Oscar, acho que tem lá sua pequena chance com Paul Giamatti, mas é só.

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA, Andrew Adamson
Outro que deixei passar sem muito remorso. Quando passou King Kong nas bilheterias, eu fiquei curioso pra ver "oh, o filme que passou KK!!". Mas logo percebi que era muito mais uma coisa com KK do que com Nárnia. Outro filmes também o passariam. Acho que a única chance é em maquiagem, mas lá, eu ainda aposto que o pessoal vai querer dar um premiozinho pra Star Wars, né? Uma despedida, gente, poxa!

HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO, Mike Newell
Esse foi o que eu queria ter visto, mas deixei passar, sabe como é, né? Não que Mike Newell me interesse muito, acho que fico mais curioso com Harry Potter do que com o diretor. No Oscar, não leva nada.


II.3) FILMES RUINS QUE EU TIVE O DESPRAZER DE VER

Foram nove filmes aqui também. Menos do que o normal, mas imagino que, tivesse eu visto mais alguns dos supracitados, essa lista seria maior. Em ordem de menos pior pra mais pior.

ORGULHO E PRECONCEITO, Joe Wright
Filme chatinho de dar dó! Bonito visualmente bem de vez em quando. Donald Sutherland soberbo (mas isso só não faz um filme bom). Keira Knigthley é a chatinha do ano. Chances, a meu ver, ZERO em todas as categorias.

CAPOTE, Bennett Miller
E por falar em filme chato... As cenas iam passando e o interesse ia rolling down the hill. Capote era egocêntrico, chato, caricato e unidimensional? Foda-se. Não é por isso que eu vou gostar de um filme que seja assim. Certeza de Phillip Seymour Hoffman ganhar. De resto, chance zero.

BATMAN BEGINS, Christopher Nolan
Que aninho pra diretores pegarem material legal e fazerem filmes totalmente aburridos. Nada poderia ser mais chatonildo e "no automático" que esse Batman. Fico pessoalmente ofendido quando leio (em muuuuitos lugares) que esse é o mais sombrio dos filmes do Batman. Alow!? As pessoas realmente se esqueceram de Batman - O retorno!!?!?!?!?! Graças a Deus, chance zero!

MEMÓRIAS DE UMA GUEIXA, Rob Marshal
A melhor definição sobre esse filme foi uma que dizia que ele parecia ter sido filmado todo na parte Japão do Epicot Center. É isso aí, todos os "ícones" de "japonesidade" estão lá. E tem aquela fotografia breeeega até dizer chega. Pelo menos John Williams tá lindo. E, pra não dizer que odeio tanto, gosto da parte da mocinha quando criança. Acho que deve levar direção de arte, figurino e trilha. Tem lá sua chance em fotografia, edição de som e mixagem. Pois é, né...

JUNEBUG, Phil Morrison
As pessoas pegam tanto no pé do Todd Solondz por coisas que eu não vejo e deixam passar coisas como Junebug. Não sei nem por onde começar. Pelo menos, acertaram ao indicarem o único alívio dentro de tanta maldade: Amy Adams. Chatinha, mas isso, dentro do filme, é elogio. Acho que ela tem lá suas chances, mas não aposto minhas fichas. Há quem o faça.

SRA. HENDERSON APRESENTA, Stephen Frears
Arght! Tipo de filme que me dá desgosto, que eu não queria ter visto. O Jaime Biaggio o definiu bem (pois é, milagres acontecem): "na frase 'mulher pelada em época conservadora', o filme tá mais pra conservadora que pra mulher pelada". E Judi Dench, ora, por favor, a pior atriz supervalorizada da História. Graças a Deus tem chance zero.

KING KONG, Peter Jackson
Filme feio, desinteressante. Jackson diz que não cresceu como cineasta, que ainda é uma criança. Ele deveria adicionar que ainda é uma criança boboca. Nunca vi nada mais feio na minha vida. No entanto, deve ganhar efeitos especiais e edição de som. Muito provavelmente também mixagem.

A MARCHA DOS PINGÜINS, Luc Jacquet
Já que eu comecei a citar os outros pra definir os filmes, aqui vai mais um. De um crítico americano que não lembro o nome: "é o filme mais adorado pelos cristão desde A paixão de Cristo". Oh yeah, todos os "valores" estão lá: casamento, monogamia, bem vs mal etc. Além do filme ser muito feio. Ainda é o favorito, mas sabe como é, documentário sempre rola um upset...

CRASH - NO LIMITE, Paul Haggis
Enfim, chegamos ao pior filme do ano. Aliás, pior filme americano em anos! Todo mundo é racista em LA. Paul Haggis filma que nem a cara careca dele. O que é Sandra Bullock tropeçando na escada!? O que é Matt Dilon!?!!?!? O que é aquela cena final!? Ora bolas, espero que esse filme tenha milagrosamente todas as suas cópias incineradas! Mas, deve ganhar roteiro e edição pelo menos. Tem alguma chance em canção e ator coadjuvante. Há quem diga que filme também, mas eu ainda acredito em Deus!


II.4) FILMES BONS E OUTROS NEM TANTO, MAS QUE VALERAM O ANO

Eu ia dividir e criar ainda outro tópico diferenciando filmes bonzinhos de grandes filmes. Mas achei melhor deixar assim. São 18 motivos pra sair feliz do cinema (ou, em alguns casos, muito triste). Mas tá meio saco de gato, tem de tudo. São eles, em ordem de menos bom pra melhor de todos:

TERRA FRIA
, Niki Caro
Pois é, quando você acha que nada mais pode te surpreender. Eu nunca imaginei gostar de Terra Fria. Não é um grande filme, pelo contrário, é todo cheio de beabá e lugar comum. Mas gostei da coisa "mulher cansa de apanhar da vida e vai pedir vingança" (sendo vingança no melhor estilo american way: tribunal!). E Charlize é uma atriz excepcional, não é? Monster à parte, eu adoro!! Não deve levar nada.

PARADISE NOW, Hany Abu-Assad
Bem o filme que se espera, mas competente. Dá uma noção do conflito sem preconceito e sem muita politicagem. Falta alguma coisa, mas foi bom. Tem lá sua chance. Mas não aposto.

STREET FIGHT
, Marshall Curry
Um bom argumento pro pessoal que curte chamar esse ano de Oscar político: um documentário não muito conhecido sobre uma cidade do estado de Nova York em que o prefeito tá no cargo há 16 anos, se não me engano. O filme vai seguir a campanha de um jovem da cidade que se candidata contra o tal prefeito e, pela primeira vez, se torna uma ameaça a ele. Anti-Bush e blablablá. Mas é legal como ele deixa um ar "bom, talvez esses dois caras não sejam tão diferentes assim. Mas não tem chance.

WALLACE & GROMIT: A BATALHA DOS VEGETAIS, Nick Park e Steve Box
Ah, que filme divertido! E as coisas com filme de terror são as mais legais. E, bom, todo mundo sabe que vai ganhar, né? Barbatana!

RITMO DE UM SONHO, Craig Brewster
No final, um dos primeiros créditos diz que o filme foi produzido por John Singleton. Nada mais natural, já que faz um caminho bem parecido com o do diretor de Quatro irmãos (belo filme do ano passado) em reinventar uma blaxpoitation anos 90/2000. Me encanta em especial o filme ser sobre temas tão pesados e ainda assim tão pra cima. E It's hard out here for a pimp gruda que nem chiclete! Terrence Howard não tem chance, já a música...

JOHNY & JUNE, James Mangold
Eu tenho uma teoria de quem Reese e Joaquin, escolhidos diretamente por Johnny e June, estavam entediados naquele set do diretor de Garota, interrompida. Ae eles foram prum cantinho e falaram "Vamos roubar o filme pra gente?". E roubaram, porque eles são a única coisa boa. Mas, senhoras e senhores, que coisa boa!! De tirar o fôlego e deixar esquecer as artimanhas de roteiro e o diretor mais enganador de todos. Reese vai ganhar com todo o meu apoio! Tem chances ainda em mixagem, coisa em que eu aposto minhas fichas.

SYRIANA - A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO, Stephen Gaghan
Filme mais confuso da História? Talvez nos seus primeiros 90 minutos. Não que fique tudo claro depois, mas entende-se muita coisa por trás. A cena final do George Clooney é de tirar o ar! Aliás, o personagem dele é o melhor do filme, podia até ser maior. Tem ele lá suas chances. Mas o roteiro, zero.

GUERRA DOS MUNDOS
, Steven Spielberg
Spielberg começou seu ano sombrio com esse filme. Tripods assustadores, ataques extraterrestres de dar muito medo. O final da trilogia de ETs na Terra deixa qualquer um de cabelo em pé! Belo filme, apesar de Tom Cruise. Vou torcer em todas as categorias que concorre, mas, sinceramente, duvido que ganhe algo.

E os 10 melhores filmes com alguma indicação ao Oscar são:

10) STAR WARS: EPISÓDIO III - A VINGANÇA DO SITH
, George Lucas
Seguindo os passos do filme anterior, Lucas faz diversão por diversão, sem compromisso com fãs da série original e nem com os espectadores com cérebro limitado, como no Episódio I. Cenas de emocionar, como as lutas de Yoda vs. Senador Palpatine e Anakin vs. Obi Wan. Além, é claro, da conversa do Senador com Anakin no congresso. Aliás, Ian McDiarmid bem que podia estar indicado. Aliás MESMO, o filme foi todo passado pra trás. Não indicarem nem a efeitos visuais ou edição de som!? Só maquiagem? Por isso até que eu acho que deve levar, só pra não terminar sem um último adeus carinhoso da Academia. Além do que, dos três filmes da nova série, foi o único a ficar em primeiro lugar do ano...

9) O JARDINEIRO FIEL, Fernando Meirelles
Filme bonito pra caramba, com Ralph Fiennes e Rachel Weisz maravilhosos. Primeira cena linda! Rachel deve ganhar, eu acho. E tem chances também (poucas) em edição. Mas só.

8) O CASTELO ANIMADO, Hayao Miyazaki
Ok, pessoal, não é nenhum Chihiro, já ouvi! Mas ainda assim é lindo, com um visual bizarro e uma personagem principal mutcho loca. Além do que, Howl é a diva do ano e o gato do ano também. Hum. de cabelinho azul...! Mas acho que não leva, não.

7) BOA NOITE, E BOA SORTE., George Clooney
É incrível a simplicidade geral desse filme, desde o visual até a história em si. Mas a força é imensa. A criação daquele microcosmos é extremamente bem feita e o elenco todo é maravilhoso, com destaque especial pra, claro, David Strathairn e pro Frank Langella, que devia ter sido indicado E ganhar! Suas chances? Acho que pouca em fotografia e direção de arte. De resto, acho que nula, infelizmente.

6) A NOIVA-CADÁVER, Tim Burton e Mike Johnson
Borboletinhas do meu coração, cantem! Que mistura mais incrivelmente bem dosado de romance, doçura, humor e terror! Bem Tim Burton, com coisas que lembram mais Ed Wood que Jack. Merecia muitas outras indicações, inclusive de canção. Acho que pode até dar uma surpreendida, mas não ganha, infelizmente. Seria meu voto.

5) O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN, Ang Lee
O que mais falar de Brokeback a essa altura? Revendo, não lembrava de ser tão triste. Casal mais lindo ever (Heath + Jake). E Anne Hathaway melhor cena do ano!! Infelizmente, a única do elenco "principal" a não ser lembrada por absolutamente ninguém. Deve levar filme, direção, roteiro adaptado. Com fortes chances em fotografia e trilha. E eu ainda aposto em Jake pra coadjuvante.

4) MUNIQUE, Steven Spielberg
A outra ponta do ano obscuro de Spielberg que, falando de conflito Palestina X Israel, fala ainda com mais veemência sobre a família. Cada frase remete a isso e está tão claro que me emociona. Não à toa, meus dois personagens favoritos são o pai (Papa) e a mãe (Golda Meir). Melhor cena: Louis e Avner em frente a uma vitrine de loja de cozinha: "Pegue esse dinheiro e vá construir seu lar. Dá trabalho construir um lar". Chorei! Maior injustiçado do ano, merecia mais umas cinco indicações e ainda ganhar todas a que tá indicado, coisa que não vai acontecer em nenhuma. Pena.

3) A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE, Tim Burton
O tempo dirá quão errada estava a Academia (e premiações em geral) ao só indicar esse filme a um prêmio, o de figurino. Johnny Depp? Tim Burton? Deep Roy? O roteiro? A direção de arte? Não. Pois perdem a chance de abrir os olhos pra coisa mais visualmente linda e tematicamente bizarra do ano. Tim Burton, como você vêem, tá com todas! Próximos projetos: Acredite se quiser e Sweedney Todd, ambos com Depp.

2) PONTO FINAL - MATCH POINT, Woody Allen
Não há muito o que dizer ao final. Ainda fico meio sem fôlego ao lembrar. Sensação de ser um dos filmes mais pensados de Allen em milênios (e ainda assim, sei que ele continua fazendo um por ano). Jonathan Rhys-Meyers gato! Burros só indicaram o roteiro, que não deve levar.

E por fim, o melhor filme com alguma indicação ao Oscar é...

1) MARCAS DA VIOLÊNCIA, David Cronenberg
Revi outro dia. Nossa senhora que filme é esse!!!! Se um dia eu dirigir um décimo de bom assim, tô mais que satisfeito. Viggo Mortensen é uma coisa bizarra! Como pode trabalhar tão bem cada micro ruga do rosto? Maria Bello é outra coisa incrível! E Ed Harris? E WILLIAMS HURT!?!?! Além do Ashton Holmes, né, gatinho e muito bom ator. Seria doideira demais chamar de Mystic River do ano? Não sei por onde explicar, mas sinto uma conexão. Devia ter mais umas 8 indicações (vamos lá: filme, direção, ator, atriz coadjuvante, outro ator coadjuvante, trilha sonora, fotografia e edição). Acho que nem William Hurt nem o roteiro levam, infelizmente.


E esses foram os filmes do Oscar 2006 pra mim!


posted by João Cândido at 04:23


wquarta-feira, 1 de março de 2006


O Russ, do And The Oscar Goes To... propôs uma questão pros leitores: se você tivesse três pedidos pra noite do Oscar, quais seriam eles? Ele mesmo respondeu com um prêmio que ele queria ver (Amy Adams melhor atriz coadjuvante), uma clean up (Brokeback ganhando filme, direção, roteiro e alguém do elenco) e uma snub (Memórias de uma gueixa saindo de mãos vazias). Se eu tivesse três pedidos, dentro desse mesmo esuqema, eles seriam:

1) William Hurt melhor ator coadjuvante
2) Munique melhor filme, direção, roteiro adaptado, trilha e edição
3) Crash saindo de mãos vazias


posted by João Cândido at 03:09


wquinta-feira, 23 de fevereiro de 2006


A pouco mais de uma semana do grande Prêmio Anual da Acadimia, vou fazer a primeira parte de dois grandes posts sobre o Oscar.

OSCAR PARTE I: As categorias!

Filme
Boa noite, e boa sorte.
Capote
Crash – no limite
Munique
O segredo de Brokeback Mountain
Todos sabemos desse novo buzz que tem rolado sobre Crash bater Brokeback. Sejamos francos: não vai acontecer! Crash pode até assustar, mas não chega perto do grande fenômeno sócio-cultural que Brokeback virou. Ainda não consigo engolir bem esse gigantesco número de gente realmente levando Crash a sério. O filme é uma das piores coisas vindas do cinema americano em muuuuuuito tempo. E quando eu digo muito tempo, eu quero dizer muuuuuuito tempo! Anos! Noves fora, os outros três não tem lá nenhuma chance. Capote ganhava fácil se a categoria se chamasse filme mais chato. Boa noite, e boa sorte. e Munique são dois filmes que gosto muito, ao lado de Brokeback. Revi Munique ontem e gostei mais ainda. Infelizmente, ele está sendo encarado como “lucky to be here”. Uma pena.
Vai ganhar: O segredo de Brokeback Mountain
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Munique
Deveriam estar aqui: Marcas da violência e Ponto final, no mínimo.

Direção
Ang Lee (O segredo de Brokeback Mountain)
Bennett Miller (Capote)
George Clooney (Boa noite, e boa sorte)
Paul Haggis (Crash – no limite)
Steve Spielberg (Munique)
Uma das coisas que mostra que Crash NÃO vai ganhar melhor filme é o quanto Paul Haggis NÃO está sendo minimamente cogitado pra ganhar direção. Quando Gladiador ganhou, muita gente pensava que Ridley Scott poderia ganhar; quando Shakespeare apaixonado ganhou, muita gente pensava que aquele cara lá podia ganhar (John Madden?). Mas esse ano, quem tem alguma remota dúvida da vitória de Ang Lee, chega a apostar em George Clooney como surpresa e não em Paul Haggis. Fato é: exceto pelo buzz bizarro em cima da hora, não há nem um simples motivo pra Crash ganhar lá ou cá. De resto, vale destacar essa coisa de os cinco filme e os cinco diretores baterem. Engraçado, né? A última vez foi em 82 e antes disso, só tinha acontecido TRÊS vezes!!
Vai ganhar: Ang Lee (finalmente!)
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Ang Lee
Deveriam estar aqui: David Croneneberg e Woody Allen, falei!

Ator
David Strathairn (Boa noite, e boa sorte.)
Heath Ledger (O segredo de Brokeback Mountain)
Joaquin Phoenix (Johnny e June)
Phillip Seymour Hoffman (Capote)
Terrence Howard (Ritmo de um sonho)
Engraçado como Hollywood pode ser totalmente de ponta-à-cabeça de vez em quando. Todos concordamos que esse ano há bem mais boas atuações masculinas do que femininas, certo? Tanto que coisas fantásticas como Jonathan Rhys Meyers em Ponto final, Johnny Depp na Fábrica, Steve Carrel no Virgem e Viggo Mortensen no Marcas da violência ficaram de fora. E ainda assim, quatro dos cinco indicados são muito, muito bons. Agora, porque Hollywood tem o pé trocado? Porque o grande favorito, que já ganhou TUDO até agora, é exatamente aquele quinto e último que não merecia nem a indicação. E mais: é ele um grande ator, que já tem alguns trabalhos incríveis, mas que só está ganhando esse reconhecimento todo nessa interpretação não exatamente ruim, mas tão carregada e afetada que nos deixa em dúvida sobre muita coisa. Phillip Seymour Hoffman VAI ganhar. Uma pena que seja por esse filme dull.
Vai ganhar: oh yeah!
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Heath Ledger ou David Stratairhn, não consigo decidir...
Deveriam estar aqui: supracitados, muitos.

Atriz
Charlize Theron (Terra fria)
Felicity Huffman (Transamerica)
Judi Dench (Sra. Henderson apresenta)
Keira Knightley (Orgulho e preconceito)
Reese Witherspoon (Johnny e June)
Por outro lado, dizem que as atrizes tiveram seu ano bem fraco. E realmente tiveram. Pelo menos dentro daquela lista de filmes elegíveis ao Oscar. Algumas em papéis coadjuvantes foram muito, muito boas. Mas em papéis principais... bom... nem tanto. As indicadas mostram isso. Eu tenho um ódio bem particular dessa indicação da Judi Dench, talvez a coisa mais irritante da História (certamente da carreira dela). Não assisti a Terra fria ainda, mas acho que provavelmente não irei muito com a cara de Charlize fazendo uma mineira vítima de abuso sexual em um filme dirigido por um encantadora de baleias. Não vi Transamerica também e, confesso, a curiosidade é zero. Keira Knightley é irritante em Orgulho e preconceito, mas, quem ali não é? Sobra então a única coisa boa dessa categoria e certeza absoluta de vitória, a coisa fofa Resse “June Carter” Witherpoon, que, junto do Joaquin “Johnny Cash” Phoenix, tomou Walk the line de assalto e fez dele um filme assistível, em muitos momentos, bom mesmo. Go, go, go, Reese!
Vai ganhar: Reese!
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Reese!
Deveriam estar aqui: nada de Zhang Ziyi. O ano foi fraco, mas é sempre bom lembrar das coisas que ninguém viu mas deveria ver. Quem deveria estar aqui é Miranda July, diretora e protagonista de Eu, você e todos nós.

Ator coadjuvante
George Clooney (Syriana)
Jake Gyllenhaal (O segredo de Brokeback Mountain)
Matt Dillon (Crash - no limite)
Paul Giamatti (A luta pela esperança)
William Hurt (Marcas da violência)
A luta pela esperança, se não em engano, é o único filme indicado que eu tive a chance de ver e deixei passar com orgulho. (Também não vi Nárnia, mas esse eu cheguei a cogitar) Então não posso dizer exatamente se Paul Giamatti merece ou não ganhar. Mas vem cá que eu vou contar um segredo: o filme é do Ron Howard!!!!!!!!! CLARO QUE ELE NÃO MERECE GANHAR!!!! Ele tem lá suas chances, até porque essas, dentre as top 8, é a categoria mais aberta esse ano. George Clooney é, a princípio, o favorito, mais pelo super-ano que ele teve, sabe como é, ele tem levar ALGUMA coisa (não leva direção ou roteiro nem a pau!). Mas Matt Dillon vem fazendo a ronda de talk shows e campanha. Dependendo do amor que o pessoal lá resolva mostrar por Crash, ele tem sua chance. Mas só um comentário: porra, eles conseguiram desencavar a PIOR interpretação de Crash, dentro daquele mar de lama! Bizarro! Mas, voltando, Jake Gyllenhaal também pode levar. Sim, foi o que eu disse, ele pode levar. Não digo isso nem pelo BAFTA. Mais mesmo porque eu acho que o amor por Brokeback vai desembocar em pelo menos um prêmio de interpretação e, como eu disse, essa é a categoria mais wide open esse ano. Além do que, caraca, ele é muito gato!! Quinto e último indicado, William Hurt, gênio, fome zero, infelizmente.
Vai ganhar: por hoje, aposto em Jake Gyllenhaal
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: William Hurt
Deveriam estar aqui: Frank Langella (Boa noite, e boa sorte.) e Gary Beach (Os produtores)

Atriz coadjuvante
Amy Adams (Junebug)
Catherine Keener (Capote)
Frances McDormand (Terra fria)
Michelle Williams (O segredo de Brokeback Mountain)
Rachel Weisz (O jardineiro fiel)
Conta pra mim, o que é essa indicação de Frances McDormand?!?!?!?! Deixo pra vocês refletirem. Noves fora, Rachel Weisz deve ganhar, ueba! Michelle Williams (o papel feminino que menos me atrai em Brokeback) também seria uma feliz vitória e há quem diga que ela tem chance. Eu não acredito muito. Amy Adams também pode estar “correndo por fora”, como diria o outro. Uma pena porque ela é chaaaaaaaaaaata!! E Catherine Keener... porra, acho que nem ela gostou de ser indicada! Capote = Chatapote!
Vai ganhar: Rachel Weisz
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Rachel Weisz
Deveriam estar aqui: Maria Bello (Marcas da violência), Scarlett Johansson (Ponto final), Lynn Cohen (Munique; se Judi Dench ganhou por 8 minutos em Shakespeare apaixonado, porque não?) e, especialmente, Anne Hathaway, a outra esposa de Brokeback.

Roteiro original
Boa noite, e boa sorte.
Crash - no limite
A lula e a baleia
Ponto final
Syriana
Mais uma categoria com vencedor embalado pra presente, pronto pra levar: é a única certeza de verdade de Crash. Se Paul Haggis perdeu ano passado com um ótimo roteiro, vai ganhar esse ano com um horrível. Uma pena.
Vai ganhar: Crash
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Ponto final
Deveria estar aqui: Eu, você e todos nós

Roteiro adaptado
Capote
O jardineiro fiel
Marcas da violência
Munique
O segredo de Brokeback Mountain
Essa é uma categoria que me deixa muito feliz. Exceto pelo capotável Capote, gosto muito dos outros filmes, em especial Marcas da violência. E a certeza de vitória aqui é Brokeback, que vai, claro, ganhar filme-direção-roteiro. Mas cá entre nós, Munique tem um roteiro do caralho, hein!
Vai ganhar: Brokeback
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Marcas da violência
Deveriam estar aqui: A fábrica e Quatro irmãos

Filme estrangeiro
Don’t tell (Itália)
Joyeux Noël (França)
Uma mulher contra Hitler (Alemanha)
Paradise now (Palestina)
Tsotsi (África do Sul)
Aqui já não posso falar muito. Só vi Paradise now e acho assim, assim. Mais ou menos. Nem ruim nem bom.
Vai ganhar: Tsotsi é a aposta de agora. Mas sabe como é... esses anos que a gente mal conhece os filmes, tudo pode acontecer.
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: oh yeah fuck me hard! Certamente NÃO seria em Uma mulher contra Hitler.
Deveriam estar aqui: L’enfant e A morte do Sr. Lazarescu (vai sonhando hehehe)

Filme de animação
Castelo animado
A noiva cadáver
Wallace e Gromit: A batalha dos vegetais
Que beleza é ver esses três filmes lindos batendo Chicken Little, Madagascar e Robô! Wallace e Gromit deve ganhar, mas acho o mais fraquinho. Fico mesmo MUITO feliz de ver A noite cadáver e Castelo animado indicados. São muito bons! Mas Wallace e Gromit também é bem divertido.
Vai ganhar: Wallace e Gromit
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: A noiva cadáver
Deveriam estar aqui: acho que estou bem com esses indicados.

Documentário
Enron
Murderball
A marcha dos pingüins
O pesadelo de Darwin
Street fight
Tell me about Oscar político! Enron + Darwin + Street fight! Aqui é que tão os filmes políticos. Heheh... Mas novamente, não posso falar muito. Só vi os detestáveis Pingüins e Street fight, que é legal e tal, mas não vai muito além.
Vai ganhar: Eu seria louco de não colocar os pingüins. Mas será mesmo?
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: certamente em nenhum god damn pingüim!
Deveriam estar aqui: hehehe nenhum idéia!

Trilha sonora
O jardineiro fiel
Memórias de uma gueixa
Munique
Orgulho e preconceito
O segredo de Brokeback Mountain
Vai ganhar: Memórias de uma gueixa
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Munique
Deveriam estar aqui: A fábrica e A noiva cadáver

Canção
Crash – no limite (In the deep)
Ritmo de um sonho (It’s hard out here for a pimp)
Transamérica (Travellin’ thru)
Vai ganhar: Travellin’ thru
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: It’s hard ou here for a pimp
Deveria estar aqui: A noiva cadáver, qualquer uma

Fotografia
Batman begins
Boa noite, e boa sorte.
Memórias de uma gueixa
O novo mundo
O segredo de Brokeback Mountain
Vai ganhar: Boa noite, e boa sorte.
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Boa noite, e boa sorte. (sem ainda ter visto O novo mundo)
Deveriam estar aqui: Marcas da violência e A fábrica.

Direção de arte
Boa noite, e boa sorte.
Harry Potter e o cálice de fogo
King Kong
Memórias de uma gueixa
Orgulho e preconceito
Vai ganhar: Memórias de uma gueixa
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Boa noite, e boa sorte.
Deveriam estar aqui: A fábrica, é claro!! E Munique.

Figurino
A fantástica fábrica de chocolate
Johnny e June
Memórias de uma gueixa
Orgulho e preconceito
Sra. Henderson apresenta
Vai ganhar: Memórias de uma gueixa
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: A fábrica
Deveria estar aqui: A noiva cadáver

Montagem
Crash - no limite
O jardineiro fiel
Johnny e June
A luta pela esperança
Munique
Vai ganhar: Crah
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Munique
Deveriam estar aqui: Ponto final, seriamente, e Boa noite, e boa sorte.

Maquiagem
As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa
A luta pela esperança
Star wars episódio III
Vai ganhar: Star wars
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Star wars
Deveria estar aqui: A fábrica, de novo.

Mixagem
As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa
Guerra dos mundos
Johnny e June
King Kong
Memórias de uma gueixa
Vai ganhar: King Kong
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Guerra dos mundos
Deveria estar aqui: Munique

Edição de som
Guerra dos mundos
King Kong
Memórias de uma gueixa
Vai ganhar: King Kong
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Guerra dos mundos
Deveria estar aqui: Munique

Efeitos visuais
As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa
Guerra dos mundos
King Kong
Vai ganhar: King Kong
Se eu tivesse uma cédula eu votaria em: Guerra dos mundos
Deveria estar aqui: Star wars III

Em breve, provavelmente assim que eu vir Terra fria e Syriana, faço a parte dois do Oscar, sobre os filmes em si.


posted by João Cândido at 18:33